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CETS apoia desempregados e entidades empregadoras através do GIP de Celorico de Basto

O Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa (CETS) é a entidade promotora do Gabinete de Inserção Profissional (GIP) de Celorico de Basto desde setembro de 2015 e desenvolve, até aos dias de hoje, ações de apoio a desempregados e entidades empregadoras.

O GIP de Celorico de Basto atua em estreita cooperação com o serviço de emprego de Amarante no desenvolvimento de atividades que contribuem para a inserção ou reinserção profissional de desempregados. O principal objetivo desta estrutura de apoio ao emprego é apoiar os desempregados na definição ou desenvolvimento do seu percurso de inserção/reinserção no mercado de trabalho. De notar que até ao momento foram intervencionados pelo GIP 4508 utentes.

Segundo o Presidente do Conselho Empresarial, Emídio Monteiro, esta valência vai ao encontro do sentido de missão do CETS, no apoio à capacidade empresarial da região.

“Estar ao serviço do tecido empresarial implica compromisso em encontrar respostas às necessidades do mercado. Mais emprego contribui para uma maior sustentabilidade dos negócios e fixação da população no território. O Conselho Empresarial mantém-se empenhado em ser parte do desenvolvimento regional.”

Emídio Monteiro

O apoio prestado aos desempregados incide na informação, apoio e acompanhamento na procura ativa de emprego através da realização periódica de sessões coletivas de informação, de divulgação de ofertas e planos formativos, assim como da realização de sessões coletivas de técnicas de procura de emprego e encaminhamento para ofertas de trabalho/formação. Para além destes serviços, destaque para o apoio no registo do IEFP online, no requerimento de subsídio de desemprego; no registo de anulação de inscrição/alteração de dados; ou, por exemplo, o acompanhamento à comunicação e entrega de baixas médicas.

O apoio prestado às entidades empregadoras traduz-se na captação de ofertas de emprego e respetivo acompanhamento para o preenchimento do(s) posto(s) de trabalho, no apoio na formalização de candidaturas às medidas de apoio para a contratação e, também, em visitas periódicas para divulgação dos serviços do GIP.

O GIP CETS encontra-se sediado na delegação concelhia da AEFafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto.

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‘A nossa maior preocupação é proteger o emprego e a sustentabilidade das empresas do concelho’

A Associação Empresarial de Amarante (AEA), fundada em 16 de julho de 1943, “representa a atividade profissional do conjunto das empresas comerciais, industriais e dos serviços de Amarante, que dela sejam associadas, e tem como missão a representação e defesa dos seus interesses comuns e das atividades empresarial e associativa”.

Bruno Costa, que assumiu as funções da Presidência da Direção desta associação em fevereiro de 2020, faz uma análise do panorama empresarial, das ações desenvolvidas/planeadas e dos constrangimentos sentidos.

Que análise faz do panorama empresarial do território que a associação abrange?

R: A AEA abrange uma panóplia de empresas de diversos setores desde o comércio aos eventos, desde o turismo à indústria, desde a vitivinicultura à construção entre outras.

Estamos numa zona onde temos empresários capazes e inovadores que mostraram o seu melhor no último ano, fazendo de tudo para ultrapassar o drama que vivemos com esta pandemia.

De que forma é que a associação tem ajudado as empresas, suas associadas?

R: Assumi em fevereiro de 2020 o cargo de Presidente da Direção da Associação Empresarial de Amarante, desafio que assumi com muita honra, consciente da enorme responsabilidade inerente ao mesmo. Eu e os restantes elementos dos Órgãos Sociais eleitos, estávamos longe de saber o desafio que enfrentaríamos neste primeiro ano. Foi um ano de grandes incertezas, mudanças, adaptações, em que os impactos do COVID na Economia foram enormes.

Conscientes do nosso papel enquanto líderes associativos, continuamos a zelar pela salvaguarda dos interesses dos negócios dos amarantinos, procurando sempre corresponder aos anseios dos seus sócios. A nossa maior preocupação é proteger o emprego e a sustentabilidade das empresas do concelho. Unimos esforços, estabelecemos parcerias e vamos para o terreno apoiar todos os associados/as.

Olhamos para o futuro com esperança e tudo faremos para conhecer os desafios de cada uma das empresas e ajudar a encontrar o caminho para recuperação da atividade económica e social de Amarante.

Atividade ‘É tempo de esperança, é hora de florir!’

Do plano de atividades, que dinâmicas se têm destacado?

R: O nosso plano de atividade, dado ao COVID, está sempre em reformulação.  Mantemos os nossos projetos em atividade, diminuímos as atividades relacionadas com o comércio e aumentamos o apoio às empresas. No último ano, este foi o setor da AEA com maior incremento: o ajudar, o esclarecer, o apoiar o pequeno empresário.

Quais as ações previstas para 2021 e projetos em curso?

R: No âmbito da animação comercial prevemos a dinamização de uma Feira de Doces Conventuais online, campanhas de rua e sorteios de estímulo à compra no comércio tradicional. Para além da dinamização comercial, ainda estamos a promover pequenas apresentações e workshops vocacionados para os comerciantes. Além disso temos em curso quatro projetos:

Jovens Empreendedores – Construir o Futuro 5.0 – Iniciativa empreendedora, trabalha com Escolas de Ensino Secundário dos concelhos de Amarante. Baião, Celorico de Basto e Marco de Canaveses e visa fomentar nos alunos, professores e comunidades, o potencial empreendedor, conduzindo à mudança de atitude, ao contacto direto com conceitos empreendedores e ao desenvolvimento de novas competências sociais e pessoais.

Jovens Empreendedores

BTInova 2.0 – Este projeto, que engloba os municípios de Amarante, Baião, Celorico de Basto, Cabeceiras de Basto, Marco de Canaveses, Mondim de Basto  e Resende, tem como objetivos principais a capacitação e qualificação dos operadores turísticos do Baixo Tâmega, nomeadamente da restauração, de unidades de alojamento/enoturismo e de empresas de animação turística.

Marca “Verde Sentido”, criada no âmbito do projeto BTInova

In vino Expertise – No âmbito do projeto Erasmus Mais foi constituído um Consórcio com algumas cidades Europeias, cujo principal objetivo é dinamizar o setor do enoturismo, profissionalizando o papel das pessoas que nele trabalham e impulsionando os adultos desempregados a valorizarem este setor como uma área na qual vale a pena apostar.

Formação-Ação para PME – 2° Ciclo – A proposta destina-se a assegurar o aumento das qualificações dos recursos humanos das micro e PME, especificamente no âmbito da formação dos empresários e gestores para a reorganização e a melhoria das capacidades de gestão, assim como dos trabalhadores das empresas, apoiada em temáticas associadas à inovação e mudança. Este projeto abrange 60 empresas.

Que dificuldades/desafios são mais sentidos pela associação?

R: O encerramento de empresas com tradição e espírito associativo, assim como o desinteresse de outras pelas associações, levou a um dos períodos mais difíceis da história que o associativismo vive no século XXI. 

É extremamente complicado conseguirmos motivar as empresas para as atividades da AEA. Outra dificuldade que está sempre perante nós é a nível financeiro. As cotas são sempre um valor menor e o apoio obtido junto de outras instituições também não é suficiente para atingir uma estabilidade financeira na AEA.

Sendo assim, e de uma forma geral a todas a associações, é urgente que as Associações empresariais se tornem relevantes para os seus associados, encontrem a sua sustentabilidade, qualifiquem pessoas e empresas, liderem processos de inovação e cooperação empresarial e que o governo central olhe para as associações como suas parceiras.

Fazem parte do Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa as seguintes associações: Associação Comercial e Industrial de Castelo de Paiva, Associação Empresarial de Amarante, Associação Empresarial de Baião, Associação Empresarial de Cinfães, Associação Empresarial de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, Associação Empresarial de Felgueiras, Associação Empresarial do Marco de Canaveses, Associação Empresarial de Paços de Ferreira, Associação Empresarial de Penafiel, Associação Empresarial de Vila Meã e a Associação Industrial de Lousada.
Mais Turismo, Notícias

Melhor Turismo 2020: Restaurante Zona Verde regista “melhorias significativas”

A empresa Almeida Ferreira, Lda nasceu como Restaurante Zona Verde, em Felgueiras, em 1985, e é uma das empresas participantes do programa ‘Melhor Turismo 2020’, promovido pelo CETS com o apoio da CTP – Confederação do Turismo de Portugal.

A adesão ao projeto foi motivada pela vontade de “melhorar a digitalização da empresa, nomeadamente a criação de ementas e cartas de vinhos digitais”, além da “obtenção do selo de qualidade da Rota do Românico” e o “auxílio na submissão de candidaturas de apoio ao nível do Portugal 2020”, explica Manuel Almeida Ferreira.

O sócio e responsável faz uma avaliação “extremamente positiva” da intervenção realizada na empresa, notando que se verificam “melhorias significativas”. “As ementas e a carta de vinhos digital já se encontram implementadas; fomos auxiliados na elaboração de uma candidatura ao nível do Balcão 2020 e já possuímos o selo de qualidade da Rota do Românico”, salienta.

Com base na experiência vivida na sua empresa, Manuel Almeida Ferreira recomenda a participação nos programas de apoio existentes.

“Esta iniciativa do CETS é de louvar, todos os empresários deviam aproveitar e usufruir destas iniciativas, pois ajudam-nos a crescer”.

De instalações amplas e modernas, esta empresa do setor da Restauração e Eventos orgulha-se de estar “muito bem equipada” e a sua principal preocupação é “a prestação de um serviço de qualidade e garantir que os clientes ficam satisfeitos”. No Restaurante Zona Verde são confeccionados todo o tipo de pratos, desde carnes grelhadas ao cabrito assado no forno e ao cozido à portuguesa. “O bom vinho não pode faltar para acompanhar as iguarias servidas”. 

A empresa nasceu como restaurante, explorando um espaço onde ainda hoje está situada, mas, ao longo dos anos, realizou investimentos avultados para poder oferecer aos seus clientes novas e melhores instalações bem como proporcionar mais serviços, nomeadamente a realização de eventos numa propriedade autónoma: um solar brasonado adquirido especificamente para o efeito.

O programa ‘Melhor Turismo 2020’ é cofinanciado pelo Compete 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Social Europeu.

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Programa Emprego Mais Digital: Abertas as inscrições para formações em maio, junho e julho

O CETS – Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa e a AEP – Associação Empresarial de Portugal encontram-se a promover, em parceria, o programa Emprego Mais Digital, a decorrer nos meses de maio, junho e julho.

Este programa tem como missão ajudar as empresas no seu processo de transição digital assente na capacitação e inclusão digital dos seus trabalhadores. Para isso são apresentadas 3 ações de formação na área digital, na forma de unidades de formação de curta duração (UFCD), destinadas a ativos empregados. 

Estas formações decorrem em formato online através da plataforma Cisco Webex, e em horário pós-laboral.

Áreas temáticas:

UFDC 0530 – Aplicação informática – gestão de projetos | duração de 50 horas | Nível 4

UFDC 6516 – Informática na óptica do utilizador – folha de cálculo e intranet | duração de 25 horas | Nível 4

UFDC 10236 – Plataformas Web – promoção e gestão de conteúdos multimédia | duração de 25 horas | Nível 4

A quem se destina estas formações?

As ações de formação são destinadas a ativos empregados com as qualificações do Quadro Nacional de Qualificações de nível 4 – igual ou superior ao 3º ciclo do Ensino Básico.

Escolher este programa porquê?

  • Ações financiadas a 100% pelo IEFP, não implicando qualquer custo a suportar pelos formandos
  • Subsídio de alimentação de 4,77€ se a formação decorrer em horário pós-laboral
  • Seguro

Plano de formação:

UFDC 0530 – Aplicação informática – gestão de projetos

Carga horária: 50 horas

Pontos de crédito: 4.5

Data de início: 24/05/2021

Objetivos:

  • Utilizar aplicações informáticas de gestão de projetos.

Conteúdos:

  • Inserir atividades
  • Determinar a sequência das atividades
  • Inserir recursos
  • Afectar recursos a atividades
  • Utilizar a técnica PERT e CPM
  • Verificar o custo e o prazo do projeto
  • Controlar custos e prazos
  • Utilizar a técnica de controlo da performance do projeto – EVM
  • Inserir fórmulas e indicadores gráficos
  • Personalizar o documento
  • Gerar e criar relatórios
UFDC 6516 – Informática na óptica do utilizador – folha de cálculo e intranet

Carga horária: 25 horas

Pontos de crédito: 2.25

Data de início: 08/06/2021

Objetivos:

  • Utilizar a folha de cálculo
  • Pesquisar informação na intranet
  • Utilizar uma aplicação de correio eletrónico interno

Conteúdos:

  • Processamento de folhas de cálculo
    • Características e vantagens da folha de cálculo
    • Criação, gravação e edição de documentos
    • Formatação de documentos
    • Impressão de documentos
  • Intranet
    • Características e vantagens da Intranet e do correio eletrónico interno
    • Pesquisa de informação
    • Elaboração, envio, receção e leitura de mensagens de correio eletrónico interno
UFDC 10236 – Plataformas Web – promoção e gestão de conteúdos multimédia

Carga horária: 25 horas

Pontos de crédito: 2.25

Data de início: 22/06/2021

Objetivos:

  • Identificar os diferentes tipos de conteúdos multimédia e os seus canais de promoção
  • Utilizar sistemas de gestão de conteúdos multimédia
  • Conceber plataformas Web

Conteúdos:

  • Conteúdos
    • Tipo de conteúdos
    • Canais de promoção
  • Marketing de conteúdo
    • Qualidade
    • Constância
    • Relevância
    • Objetivos claros
  • Sistemas de gestão de conteúdos
    • Definição
    • Importância
    • Estado da arte dos sistemas de gestão de conteúdos
    • Organização e estrutura
  • Informação web dentro de pequenas e médias instituições
  • Estrutura de um portal/plataforma web
  • Soluções e criação de conteúdos
    • Produção de conteúdos audiovisuais
    • Realização
    • Edição de vídeo
  • Análise da Web de nível empresarial
  • Migração dos sistemas de gestão de conteúdos
Campanhas, FPME 2.0, FPME 2.0

2021

O Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa tem em curso o projeto de ‘Formação-Ação PME2.0 (FPME) – Faz das Pequenas, Grandes Empresas’, com vista a apoiar as pequenas e médias empresas da Região Norte em processos de reforço de competências, o que ganha especial relevância na atual fase de normalização e retoma da atividade económica. +Info

Notícias, Tamsin

CETS e Câmara de Comércio Portugal – China PME preparam protocolo de cooperação de apoio às PME’s

O Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa (CETS) recebeu na sua sede, na Casa das Torres, em Felgueiras, o Presidente da Câmara de Comércio Portugal – China, Pequenas e Médias Empresas (CCPC-PME) e da Câmara de Cooperação e Desenvolvimento Portugal-China, Y Ping Chow.

Na ocasião foi apresentada a Câmara de Comércio Portugal-China, PME – constituída em 2020 – e analisado um protocolo conjunto, o qual estará orientado para a promoção de oportunidades de negócio bilaterais e para o apoio ao tecido empresarial da região neste mercado estratégico.

É de recordar que o Conselho Empresarial é, desde 2014, membro da Câmara de Cooperação e Desenvolvimento Portugal-China. Durante os últimos anos tem vindo a reforçar a cooperação institucional e empresarial, tendo publicado o estudo ‘Doing Business – China’, em 2016, e encetado missões empresariais ao país e inversas.

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A missão do CETS é contribuir mais eficazmente em novos processos de desenvolvimento regional

Entrevista com o Sr. Presidente do Conselho Empresarial, Emídio Monteiro

O que justifica a existência do Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa (CETS)? Porque é que o CETS é importante?

R: O Conselho Empresarial nasceu da vontade manifestada pelas 12 Associações Empresariais da Região em constituir uma estrutura representativa, de forma a contribuir eficazmente para o desenvolvimento territorial.

Pretendemos implementar ações e projetos que visem o desenvolvimento homogéneo e sustentado, assim como o estudo, a defesa e a promoção das empresas e dos interesses socioeconómicos da Região NUT III Tâmega, mediante a cooperação e representação das respetivas estruturas associativas empresariais e organizações que o integrem. 

Neste processo todos são precisos. Defendemos que o desenvolvimento da Região só é possível com a criação de sinergias e de cooperação entre vários agentes locais e territoriais. De notar o trabalho contínuo e próximo entre empresas, municípios e ensino, cujos conhecimentos e valências distintos são vitais e complementares neste processo.

No início do mandato (2019), identificou como objetivos principais “consolidar estratégias definidas no passado, ao nível do apoio à Internacionalização, Qualificação, Empreendedorismo e Inovação das empresas; reforçar a cooperação associativa e a proximidade com o tecido empresarial; e garantir uma cooperação triangular saudável, entre entidades (empresas – poder autárquico – conhecimento científico)”. O que é que tem sido feito?

R: A estratégia do CETS passa, efetivamente, por uma aposta clara no apoio à internacionalização das empresas da Região, bem como pela formação contínua. É o caminho a seguir. Há uma busca constante para melhorar a adaptação às exigências do mercado e continuarmos empenhados em consolidar uma fórmula estratégica de atuação com foco em três eixos fundamentais: Qualificação – Inovação – Internacionalização. 

Sobre a questão da cooperação entre entidades: no ano passado, juntamente com a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPP, o CETS constituiu o ‘Gabinete Económico e Social do Tâmega e Sousa’, que coordena 5 áreas estratégicas de atuação: Economia Social; Economia de Proximidade (Comércio Tradicional, Agricultura), Capacitação Profissional; Cultura e Turismo; e Indústria. O objetivo visa criar momentos de auscultação de vários agentes do território, no sentido de criar um Plano Estratégico para o Tâmega e Sousa, nestas áreas elencadas. 

Que avaliação faz do atual quadro empresarial da Região? Existem atividades económicas que estejam a necessitar de uma atenção/intervenção extra?

R: O Tâmega e Sousa é um território heterogéneo, fortemente industrial, exportador e inovador. Possui vários dos principais setores de atividades nacionais, fortemente exportadores, como a Fileira da Moda (calçado, têxtil e vestuário), o Mobiliário, a Metalomecânica, a Construção e Materiais (onde se destaca a extração da pedra). E é de salientar também o grande peso que o Agroalimentar, nomeadamente o setor do Vinho Verde, tem assumido.

O compromisso conjunto de apoiar o crescimento económico tem de ser uma aposta contínua. A Região deve continuar a apoiar o Empreendedorismo, a Inovação e a Digitalização dos processos, o acesso a uma rede de serviços e acessibilidades cada vez mais descomplicada e adaptada às reais necessidades.

As empresas e os novos projetos devem ser continuamente apoiados, em prol de mais e melhor emprego, maior sustentabilidade dos negócios e fixação da população neste território.

Tendo em conta o contexto pandémico, deve ser dada especial atenção – com medidas de apoio ao emprego e à economia aos setores estratégicos da Região. A título de exemplo, menciono o Turismo (que reúne o grupo da restauração, alojamentos locais/hotéis e cafés) e a Fileira da Moda: Calçado, Têxtil e Vestuário. 

No Turismo o impacto da pandemia tem sido evidente. A tendência de queda das exportações de calçado – já sentida em 2019 foi acentuada pela pandemia. As exportações de calçado português caíram 22% entre 2016 e 2020. Já no setor do têxtil e vestuário, as exportações registaram uma quebra de quase 30% (em 2020). 

Quais são os principais problemas/dificuldades que os empresários da Região têm sentido?

R: No contexto geral existem dificuldades que já são bem conhecidas e ainda persistem, como as acessibilidades, sobretudo quando falamos no Baixo-Tâmega, e também os custos energéticos, que assumem ainda uma parte substancial da estrutura de custos das nossas empresas, o que em setores fortemente exportadores não deixa de ser um obstáculo.

Além disso, é impossível não mencionar os impactos da crise pandémica que atravessamos. Eles são inegáveis e prejudicam o desenvolvimento das atividades empresariais e a sustentabilidade dos negócios. 

Temos empresas que estão fortemente dependentes dos mercados de exportação e a recuperação económica dos países que tradicionalmente recebem os produtos é uma preocupação enorme.

Uma nota também sobre o comércio de proximidade, serviços e restauração

Na Região assistimos a algumas incongruências na execução do plano de desconfinamento iniciado em março de 2021, reportadas pelas empresas. É o caso da proibição do funcionamento das pequenas lojas localizadas dentro de centros comerciais locais, exceto barbearias e cabeleireiros. A não retoma destes pequenos comerciantes (a partir de 15 de março) foi interdita apenas por não se tratar de lojas com porta para a rua. As lojas de rua acabaram por abrir nessa mesma data. 

Com a abertura gradual dos negócios, apelamos ao cumprimento contínuo de todas as normas sanitárias, com especial cuidado na introdução de esplanadas na área da restauração que garantam a aplicação dessas normas/recomendações e que também estejam em conformidade com as autorizações municipais para utilização do espaço público. Todos somos chamados a fazer parte do combate à pandemia, quer enquanto empresários, quer enquanto utilizadores e membros da comunidade. 

No início deste ano, o Conselho Empresarial apelou ao Governo à celeridade na aplicação e execução das medidas de apoio às empresas.  Enviou também um pedido de apoio à Confederação do Comércio e Serviços de Portugal através de uma carta conjunta, com outras entidades empresariais. Pode falar-nos sobre estes apelos?

A situação atual exige uma atenção redobrada em termos de política de apoio por parte do Governo às empresas. É fundamental garantir um acesso alargado e simplificado aos apoios e que eles cheguem às empresas com maior rapidez, a fim de promover a sustentabilidade dos negócios e empregos. E a nossa função enquanto associação passa também por fazer ouvir os empresários junto dos decisores políticos. 

Na carta enviada à Confederação do Comércio e Serviços de Portugal também foi solicitada intervenção junto do Governo porque além das empresas também as Associações Empresariais precisam de apoios concretos.

Ao nível das Associações Empresariais é vital que as medidas também sejam direcionadas para a área associativa, pelo seu papel relevante na articulação e execução das políticas públicas de apoio à dinamização económica e à qualificação de pessoas e empresas.

FPME 2.0, Notícias

FPME 2.0: Abertas inscrições para as PME da Região Norte que procuram um novo impulso

O Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa tem em curso o projeto de ‘Formação-Ação PME2.0 (FPME) – Faz das Pequenas, Grandes Empresas’, com vista a apoiar as pequenas e médias empresas da Região Norte em processos de reforço de competências, o que ganha especial relevância na atual fase de normalização e retoma da atividade económica.

A intervenção inicia com um diagnóstico que permite a definição do plano de ação/desenvolvimento e materializa-se com aprendizagem em contexto organizacional, através de formação e consultoria, numa estratégia de mudança empresarial. 

Destaca-se o enfoque nas temáticas de: Gestão da Inovação (acompanhamento e fomento de novos produtos e processos nas empresas), Economia digital (uso da internet, tecnologias e dispositivos digitais nos processos de produção, comercialização e distribuição de bens e serviços), Internacionalização (presença e atuação em mercados globais) e Indústria 4.0 (transformação digital e a adoção de novas tecnologias com vista à melhoria da competitividade). 

Este projeto do CETS é promovido ao abrigo do Programa de Apoio ao Relançamento dos Negócios e conta com o apoio da Associação Empresarial de Portugal (AEP), sendo cofinanciado pelo Compete 2020, Portugal 2020 e União Europeia através do Fundo Social Europeu.

O que precisa para aderir

Para verificação de elegibilidade, é necessário o envio da seguinte documentação: 

  • Registo no Portugal 2020
  • Certidão Permanente
  • Declaração de Início de Atividade
  • Certificado PME
  • IES 2017, 2018 e 2019
  • Declaração de não dívida à AT e à Segurança Social
  • Declaração não tem salários em atraso
  • Comprovativo licenciamento Industrial ou autorização de atividade
  • Declaração elegibilidade
  • Acordo de Adesão

Mais Turismo, Melhor Turismo, Notícias

Melhor Turismo 2020: Conheça o Programa de Apoio ao Relançamento dos Negócios

Apoiar as PME da região para enfrentar os desafios atuais e futuros: é este o propósito do projeto de Formação-Ação “Melhor Turismo 2020” que o Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa (CETS) tem em curso, com o apoio da CTP – Confederação do Turismo de Portugal.

As inscrições estão abertas e destinam-se à Restauração, Cafés, Hotelaria e Alojamentos locais, Operadores turísticos, entre outros.

Tendo por referência 3 áreas temáticas – Economia Digital, Gestão de Empresas Turísticas e Otimização de Recursos Financeiros, o projeto incide no apoio à readaptação, consolidação e qualificação das PME’s do setor turístico, através de consultoria personalizada e de formação certificada. A intervenção inicia-se com o diagnóstico das necessidades, passando posteriormente para a criação de um plano de ação e avaliação da implementação.

Esta é uma oportunidade para aumentar a capacidade de gestão da sua empresa, reorganizar, inovar e qualificar os seus recursos humanos em domínios relevantes. Beneficie de financiamento de 90% a fundo perdido e prepare a sua empresa para um futuro melhor.

Este projeto é cofinanciado pelo Compete 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Social Europeu.

O que precisa para aderir

Para verificação de elegibilidade, é necessário o envio da seguinte documentação: 

  • Declaração início de atividade, no caso dos Empresários em nome individual;
  • Certificado PME (atualizado – se aplicável);
  • IES/IRS 2019/2020 – Situação Líquida positiva;
  • Certidões de não dívida às Finanças e Segurança Social ou declaração de plano prestacional em vigor;
  • Certidão permanente ou código de acesso;
  • Comprovativo: Licenciamento da atividade (preencher declaração em Anexo 1) ou autorização de atividade;
  • Empresa autónoma (se aplicável) – preencher declaração em Anexo 3;
  • Declarações:  ausência de salários em atraso, empresa em dificuldade, capital – preencher declaração em Anexo 2; elegibilidade.
  • Quando se trate de um beneficiário criado há menos de 1 ano, a situação líquida positiva  comprova-se por balanço intercalar posterior, certificado por um Revisor Oficial de Contas (ROC), reportado até à data da candidatura.

Códigos de Atividade Económica (CAE) abrangidos

Os CAE elegíveis são: 4932, 4939, 50101, 50102, 50300, 51100, 52220, 52230, 551, 552, 553, 559, 561, 562, 563, 77110, 77340, 77350, 79110, 79120, 79900, 82300, 86905, 90010, 90020, 90040, 91020, 91030, 91041, 91042, 93210, 93292, 93293, 93294 e 96040